Serviços de Saúde substituem nível elevado de alerta por monitorização de proximidade no âmbito da prevenção da Síndrome respiratória do Médio Oriente


2015-08-01 10:00
 
Fonte : Serviços de Saúde (http://www.ssm.gov.mo/Portal/portal.aspx?lang=pt)
 
O último doente infectado, no âmbito da do surto da síndrome respiratória do Médio Oriente que ocorreu na República da Coreia (Coreia do Sul), foi isolado há 28 dias e desde então não foi identificado mais nenhum caso. Neste contexto e após a análise efectuada entre os Serviços de Saúde da RAEM e a Direcção da Alimentação e Serviços de Saúde do Governo da RAEHK, foi decidido reduzir, em simultâneo nas duas regiões, o nível de alerta da síndrome respiratória do Médio Oriente, a partir de sábado, 1 de Agosto 2015, visto o risco de infecção dos residentes e visitantes na República da Coreia, ser mínimo. Neste contexto, os Serviços de Saúde reduziram o nível de alerta elevado para uma monitorização de proximidade da síndrome respiratória do Médio Oriente. De acordo com a informação do Gabinete de Gestão de Crises do Turismo (GGCT), também foram cancelados os avisos de viagens não necessárias para a Coreia do Sul.
 
Os Serviços de Saúde agradecem toda a cooperação e apoio prestado à implementação das medidas de prevenção e controlo prestados por todas as entidades de saúde, profissionais de saúde e todos os residentes de Macau além dos visitantes.
 
A síndrome respiratória do Médio Oriente é uma doença transmissível aguda do tracto respiratório provocada pelo coronavírus da síndrome respiratória do Médio Oriente e possuiu uma taxa de infecção e mortalidade elevada. Esta doença foi detectada inicialmente em 2012 na região de Médio Oriente, tendo já sido detectados casos na Europa, América e países do Sudeste Asiático. Entre Maio e Julho ocorreu um grande surto da Síndrome Respiratória do Médio Oriente (MERS-Cov) na República da Coreia e foi considerado como o maior surto fora da região do Médio Oriente. No total foram confirmados 186 casos e foram registadas 36 mortes. Devido a este surto houve necessidade de proceder ao encerramento provisório de diversos hospitais na Coreia do Sul e houve um grande impacto social e económico naquele país.
 
Recorde-se que a propagação da síndrome respiratória do Médio Oriente na República da Coreia teve início após um cidadão coreano ter sido infectado numa viagem que efectuou a vários países do Médio Oriente e ainda antes de ter sido internado ter percorrido diversas instituições de Saúde. Durante o período de internamento deste doente, foram infectados dois familiares e um outro doente, internado na mesma enfermaria. Recorde-se , também, que os níveis de prevenção implementados em Macau e em Hong Kong ocorreram após um destes doentes infectados, antes do aparecimento de sintomas, ter conseguido viajar no dia 26 de Maio, até à cidade de Huizhou, na China, através do vôo OZ723 com destino a Hong Kong tendo atravessado o Distrito Sha Tau Kok e a Cidade de Shenzhen. Após a detecção deste caso, o Departamento de Saúde da Província de Guangdong informou imediatamente os Serviços de Saúde de Macau e foram aplicadas com o apoio prestado pela polícia de Macau em conjunto com o departamento de saúde de Hong Kong e de Província de Guangdong, medidas de acompanhamento aos casos considerados próximos que viajaram no mesmo avião. Houve ainda neste vôo, 31 passageiros de nacionalidade Coreana que efectuaram uma deslocação a Macau mas não foram detectados sintomas.
 
O aumento de nível de alerta da doença transmissível e a aplicação de diversas medidas de prevenção e controlo nas fronteiras, nos hospitais e nas comunidades ocorreu após os Serviços de Saúde terem considerado que na Coreia do Sul não estavam reunidas as medidas preventivas necessárias. Com a contínua propagação do vírus na Coreia do Sul e o aumento de risco de disseminação do MERS-Cov, no passado dia 8 de Junho o Governo da Região Administrativa Especial de Macau decidiu aumentar o nível de alerta da síndrome respiratória do Médio Oriente tendo aplicado diversas medidas de prevenção e controlo, que convém recordar:
 
 Os Serviços de Saúde promoveram o funcionamento, 24 horas por dia, de um grupo de trabalho interdepartamental contra a síndrome respiratória do Médio Oriente;
 
 O horário de funcionamento da linha aberta dos Serviços de Saúde, foi prolongado das 9:00 horas até às 24:00 horas;
 
 Foram reforçadas a monitorização, a investigação e a avaliação da síndrome respiratória do Médio Oriente, incluindo os doentes que tinham efectuado deslocações à Coreia do Sul em particular aqueles que manifestaram sintomas de febre no período de 14 dias foram submetidos a um exame da síndrome respiratória do Médio Oriente na Sala de Urgência Especial do CHCSJ;
 
 Foram intensificadas medidas de controlo da infecção nos hospitais, nos organismos educativos e nas instalações de serviços sociais, incluindo a emissão de orientações relacionadas e prestação de formação. Foi instituído durante este período a obrigatoriedade de uso de máscara nos hospitais, bem como foi reduzido o período de visitas no Centro Hospitalar Conde de São Januário;
 
 Foram emitidas recomendações para que não fossem efectuadas viagens desnecessárias à Coreia do Sul tendo o Gabinete de Gestão de Crises do Turismo também emitido avisos de viagem com segurança à República da Coreia;
 
 Para além de terem sido requisitados espaços subordinados à Direcção dos Serviços de Educação e Juventude foram ainda requisitados espaços ao Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais, ao Instituto do Desporto nomeadamente para a reserva de espaços de isolamento caso houvesse necessidade de isolar indivíduos com contacto próximo com pessoas infectadas e centro de logística;
 
 Foram também aplicadas as medidas especiais nas fronteiras destinadas aos passageiros provenientes da Coreia do Sul nomeadamente o preenchimento de declaração de saúde e a exigência de realização de medição de temperatura corporal antes de abandonarem as zonas de desembarque dos aviões.
 
Com o aumento da prevenção e controlo da epidemia promovido na Coreia do Sul o último caso identificado foi isolado no dia 3 de Julho e confirmado no dia 5 de Julho. Desde então, e até ao dia 31 de Julho, foram registado 28 dias sucessivos sem aparecimento de casos (este período é o dobro do tempo previsto para a incubação do vírus da síndrome respiratória do Médio Oriente). Ou seja, a disseminação da Síndrome respiratória do Médio Oriente na República da Coreia cessou.
 
Assim, todas as medidas implementadas em Macau no âmbito da síndrome respiratória do Médio Oriente, com a diminuição do nível de alerta elevado para monitorização de proximidade, são canceladas.
 
É mantida uma monitorização de proximidade devido ao facto de ainda estar a ocorrer uma disseminação da síndrome respiratória do Médio Oriente na região do Médio Oriente. Esta situação pode ter impacto em Macau. Deste modo os Servicos de Saúde vão continuar a acompanhar a evolução epidémica desta doença transmissível em todos os territórios no mundo, recomendando, desde já, que todas as entidades de saúde da RAEM devem continuar a cumprir as normas de controlo de infecção, devem prestar atenção aos doentes provenientes dos territórios afectados e aos doentes que manifestem sintomas de pneumonia anormal; por sua vez, os cidadãos devem também prestar atenção à sua higiene pessoal.
 
Considerando a propagação contínua da síndrome respiratória do Médio Oriente na região do Médio Oriente, os Serviços de Saúde recomendam novamente aos cidadãos para prestar atenção à higiene pessoal e alimentar, especialmente na viagem da região do Médio Oriente, não se devendo deslocar às entidades de saúde e evitando contactos com os doentes locais e animais (em particular, camelos). Devem, também, evitar bebidas (como por exemplo, leite fresco e urina do camelo) e comidas que não sejam submetidas a tratamento adequado. Após o regresso a Macau, em caso de indisposição, devem recorrer ao médico e informar o historial de viagem. Igualmente, os Serviços de Saúde também recomendam aos trabalhadores de saúde da linha de frente que devem continuar a manter a vigilância, especialmente aos indivíduos, que são provenientes ou se deslocaram à região do Médio Oriente, e devem informar os casos suspeitos aplicando as medidas necessárias de controlo de infecção.
 
 


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